Cala, ouve o silêncio, ouve o silêncio Que nos fala tristemente desse amor Que
não podemos ter Não fala, fala baixinho Diz bem de leve um segredo Um verso de esperança em nosso amor Não ó meu
amor! Canta a beleza de viver! Saúda o sol e a alegria de amar Em nossa grande solidão!
O silêncio da guitarra Que à minha alma se agarra Como se fora de fogo Em
meu peito se demora Qu´a alegria também chora E apaga tanto desgosto
Este silêncio do Tejo Sem ter boca para
um beijo Nem olhos para chorar Gaivota presa no vento Um barco de sofrimento Que teima sempre em voltar
Lisboa,
cais de saudade Onde uma guitarra há-de Tocar-nos um triste fado Quando a alma se agiganta A tristeza também canta Num
pranto quase parado
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"Toda minha vida eu cresci entre os Sábios, e não encontrei nada que fosse melhor para meu
estar físico que o silêncio... aquele que fala muito provoca o pecado."